Contra Recibos Verdes

Julho 10, 2007

Onde é que já ouvimos isto?

Filed under: Condições Laborais, geração verde, Internet, Media, Portugal, Recibos Verdes, RTP, Televisão — contrarecibosverdes @ 1:03 am

A 18 de Junho, no blogue FERVE:

Nos últimos anos, a RTP-Porto tem vindo a recorrer ao serviço de pessoal contratado a recibos verdes, sendo neste momento cerca de 60 pessoas a trabalhar neste regime. Muitas a mais de 6 anos.

Entre 2001 e 2004 a RTP-Porto suspendeu a contratação a rebibos verdes forçando esses trabalhadores a aderir a uma empresa de trabalho temporario chamada Randstad.

Na altura, o director do “Media Parque” (RTP-Porto) era o engenheiro Augusto Azevedo, que saiu antes de acabar o seu “mandato” para dirigir o quê? A Randstad!!!

E de um dia para o outro essa “parceria” acabou e esses trabalhadores voltaram ao regime de recibos verdes sempre a trabalhar na RTP, com um horário, obedecendo a hierarquias, com as mesmas obrigações do pessoal do quadro da RTP mas obviamente sem os mesmo direitos, sendo muitas vezes a emissão da RTP-Porto ( Jornal da Tarde, Praça da Alegria, Portugal no Coração, noticiarios e programas de estúdio da RTPN, Trio d’ataque, desportivos como a “liga dos campeões”, basquet, voleibol, hóquei em patins…etc.) assegurada em 90% ou mais por esses trabalhadores que supostamente estariam lá para “tapar buracos”.

Para tentar fugir à lei de trabalho, esses trabalhadores são contratados para trabalhar 11 dias por mês, o que significaria metade de um mes normal de trabalho para caso os trabalhadores quererem por a RTP em tribunal. A RTP alegaria que só faziam meios meses.

Isto significa que para um mes de trabalho eles contratavam 2 pessoas a onze dias para fazer o trabalho que uma faria em 22.

E o pagamento a esses colaboradores é feito “quando calha” sem ter dia certo para receber. Muitos são pagos a 45 dias.

Para dar uma ideia da discrepância entre alguns dos colaboradores a recibo verde e pessoal dos quadros da RTP:

OPERADORES DE CÂMARA: 8 da RTP; 22 a recibo verde

OPERADORES DE AUDIO: 3 da RTP, 9 a recibo verde

OPERADORES DE VT DE EXTERIORES: 0 da RTP, 8 a recibos verdes

OPERADORES DE MOVING PICTURE: 0 da RTP, 14 a recibo verde (8 acima mencionados mais 6)


Nesta última semana, vários colaboradores a recibo verde foram contactados por uma empresa chamada Ibertelco para assinarem contrato por eles mas para continuar a trabalhar na RTP já que, segundo eles, a RTP queria sanar a situação laboral desses colaboradores.

E em vez de a RTP contratar directamente esses colaboradores, essa contratação seria feita em regime de Outsourcing.

O resto dos colaboradores a recibo que não foram contactados serão dispensados. (Pessoas que trabalham lá há mais de 4 anos).

A chefia da RTP Porto (na figura do sub-director Rui Neves ) ainda não falou a nenhum dos recibos rerdes sobre o que se está a passar, mas a Ibertelco garante que estas mudanças terão inicio do dia 1 de Julho.

Isto tudo é feito 2 meses antes destes colaboradores completarem 3 anos seguigos a recibos verdes (Alguns começaram a recibos, passaram para a Randstad e novamente a recibos).

FERVE

 

Hoje:

O presidente da RTP garantiu  que os postos de trabalho no Centro de Produção do Porto estão assegurados, mantendo, no entanto, a dispensa de freelancers, o que considera “um processo normal”. Almerindo Marques explicou que este procedimento é comum aos restantes operadores sempre que a produção é menor.

Esta declaração responde às preocupações manifestadas sexta-feira pelos funcionários da estação no Porto quanto “à recente e inesperada dispensa de algumas dezenas de trabalhadores a recibo verde que realizavam trabalho na área dos meios técnicos”, segundo comunicado emitido pela subcomissão de trabalhadores.

“Nenhum freelancer tem uma prestação de serviço regular [com a RTP] e alguns deles trabalham para outras estações de televisão”, justificou Almerindo Marques, adiantando: “Esta empresa cumpre a lei. O que não cumpre é os exageros dos direitos. Se as entidades em causa acham que têm direitos que não estão a ser respeitados têm os tribunais para reclamar.”

Luís Marques, administrador da RTP, acentuou que “a estrutura dos recursos humanos se mantém”, acrescentando que se pretende “torná-la mais eficiente.” “Não haverá redução do esforço do Porto, haverá, sim, mudanças”, salientou.

A RTP vai investir cerca de 5,8 milhões de euros, até 2008, em novos estúdios de informação e produção no Porto. A este investimento acresce o equipamento tecnológico ainda sem estimativa de verba.

CM

 

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