Manipulador da Mandala critica Nicolau Breyner
“Correu muito bem.” É assim que Ricardo Moreno, um dos oito manipuladores dos bonecos do Contra-Informação que processaram a produtora Mandala, reage ao julgamento, que decorreu na segunda e terça-feira no Tribunal do Trabalho de Lisboa.
Em causa está a acusação feita pelos profissionais em relação à Mandala. Os manipuladores queixam-se da falta de condições de trabalho, bem como do regime de recibos verdes, sem qualquer regalia, a que estiveram sujeitos vários anos. O assunto arrasta-se desde 2005.
Durante as duas sessões do julgamento foram ouvidas sete testemunhas da Mandala – entre as quais Nicolau Breyner – e dez da parte dos manipuladores – a maioria, pessoas que já fizeram parte da equipa de produção e realização do programa da RTP1. Ricardo Moreno, o representante dos queixosos, diz que “a defesa da Mandala foi um flop. Parece que tinha os depoimentos decorados, o que pode ser perigoso”, explicou ao DN o manipulador.
Nicolau Breyner, que falou a favor da Mandala, discursou sobre “o que era a vida de um actor e o que isso implica em termos de segurança contratual”, disse Moreno. “Ninguém percebeu o que ele foi lá dizer”, acrescentou o manipulador.
A leitura da sentença verifica-se no próximo dia 28. Ricardo Moreno está “com muita esperança”. O DN tentou, sem sucesso, contactar a direcção da Mandala.| N.C.
in “Diário de Notícias” 14/6/2007


Precariedade de manipuladores do ‘Contra’ em causa
IGT instaura processo à Mandala
A Inspecção-Geral do Trabalhou (IGT) instaurou um processo contra a produtora Mandala, após ter confirmado a existência de irregularidades na relação contratual com os manipuladores dos bonecos do ‘Contra Informação’. O processo deu entrada no Tribunal do Trabalho a 15 de Maio.
O caso remonta ao fim de 2005, data em que os manipuladores do ‘Contra Informação’ requereram a intervenção da IGT. A alegada falta de contratos de trabalho, com o prolongamento do regime de prestação de serviços por recibo verde, está na origem do diferendo com a Mandala.
A IGT concedeu razão aos trabalhadores e instou a produtora a regularizar a situação, o que não se verificou.
O CM tentou ouvir a posição de Mafalda Mendes de Almeida, mas a directora da Mandala não esteve disponível para comentar. 2006-05-19 






